quinta-feira, 14 de abril de 2011

Preto no Branco

Não nos podemos queixar quando um dia descobrimos que afinal o mundo é perto e branco, não podemos culpar ninguém porque ninguém nos obrigou a imagina-lo da maneira que o imaginamos. E só nos aprecemos disso quando saímos das saias da nossa mãe para aventurar-nos no mundo, e é aí que percebemos como somos tolos ao pensar que tudo é um mar de rosas.
Apaixonamo-nos e amamos alguém que mal conhecemos, sofremos e choramos porque afinal ele não é colorido; apenas é mais uma pessoa a perto e branco. Dei a volta ao mundo a pensar que ia encontrar alguém que enchesse o meu mundo de cor, que me levasse para um lugar tão florido que a alegria transbordasse pelos nossos olhos, mas há pouco tempo descobri que as flores também não existem, são só coisas da minha cabeça.
Mas um dia disseram-me que o amor existia, e não paro até o encontrar!


Rita Gavina

terça-feira, 5 de abril de 2011

:')

Se não és tu

Não quero voltar a amar novamente depois de tudo o que eu sofri, acho que se fosse possível baniria por completo esse sentimento da minha vida! Pois é horrível desejar alguém que não pode estar ao teu lado, é horrível amar alguém que não tem qualquer tipo de respeito por ti, no entanto o mais curioso é que quando penso em ti não te desejo mal, nem sinto ódio, olho para ti como se ainda estivesses comigo mas do outro lado do mundo. E digo com toda a certeza que nunca vou conseguir amar alguém como te amo a ti, que não vou conseguir desejar ninguém como te desejo a ti, pois ouvi dizer que só temos um grande amor na vida e o meu foste tu! E se não és tu que vais estar ao meu lado até ao último dia da minha vida, então não é mais ninguém!

Rita Gavina

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

FORÇA!

A vida não é amor, pois quem amamos eventualmente irá nos fazer sofrer! A vida é força, a força que nos faz perdoar os erros das pessoas amadas (não que eu seja perfeita, porque não o sou, e admiro quem me perdoa a mim pelos os erros que eu cometo, ou que eventualmente irei cometer); a força que encontras para tomar uma decisão difícil; a força que encontras para tomar uma grande desilusão; a força que encontras para começar a tua vida de novo (ou até mesmo a força para continuar com ela); a força para superar a morte de uma pessoa querida na nossa vida; A FORÇA DE VIVER é o que faz de ti merecedor da vida que possuis!
Errar é humano e ninguém neste mundo é perfeito, por e simplesmente a vida na sua totalidade é imperfeita contudo há coisas na nossa vida que funcionam em perfeita harmonia tal como o fogo e a água, o azeite e o vinagre, o céu e a Terra, o sol e a lua, o Homem e a Mulher, o Yin e o Yang, EU & TU! Mas como tudo isto anteriormente referido prova: é a imperfeição que nos define, e o que faz de nós uma pessoa mais perfeita é combater aquilo em que de facto não somos perfeitos.

Rita Gavina

domingo, 31 de outubro de 2010

Verbo Respirar!


PÁRA! Para de pensar nele, tira esse ser inútil do teu pensamento! Tenho a certeza que enquanto ele beija outra pessoa, dá carinho a outra pessoa e ama outra pessoa, não pensa em ti um só segundo! portanto pára, respira fundo, arranca-o do teu pensamento, porque a única coisa que ele sabe fazer bem é fazer-te sofrer! Apaga todas as mensagens minimamente românticas que ele um dia te enviou, apaga qualquer registo existente dele do teu telemóvel, rasga todas as fotos, queima todas as roupas, deita fora qualquer presente que ele um dia te ofereceu, dessa forma não terás como te lembrar dele novamente!
Ele quando te magoou não pensou em ti um só segundo, não pensou como te irias sentir ao saber, escondeu-te, não foi sincero contigo, não me digas que isso é amor, da tua parte até poderá ser amor, mas da parte dele não é!
Pára, esquece-o! Não vás mais onde ele sabe que estás, muda a tua vida por completo. Aí está uma boa oportunidade de começares novamente, escrever uma nova história sozinha, ou quem sabe com alguém que te saiba amar.
Pára, respira, fecha os olhos, desliga o cerebro e apenas aproveita o facto de ainda poderes respirar! Porque ele tirou-te tudo:  a felicidade e até a vontade de viver, mas ele não te pode impedir de respirar e sentir algo novo!

Rita Gavina

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Odeio o dia 28 de todos os meses

Hoje parei para pensar em tudo o que no dia 28 de todos os meses eu comemorava contigo: o nosso louco relacionamento! Já viste o que passamos juntos desde o nosso começo há exactamente 28 meses atrás? Pois eu parei para pensar nisto tudo, e como nós erramos a querer mudar o rumo das coisas. Agora que vi que não há maneira possivel de melhorar isto que ambos construímos visto que os alicerces não estão devidamente seguros.
Decidi te deixar partir para seguires com o rumo da tua vida, sei que um dia eu vou pensar: "Mas se eu tivesse ficado? Iria ser diferente?", no momento que eu pensar isso vou abanar a cabeça em sinal negativo e pensar NÃO, é melhor interromper o pensamento por aqui, deixando assim o processo a meio: quando ainda se conhece o fim.
Sei que se continuasse ao teu lado, apesar de isso me dar uma imensa felicidade, iria acabar por sofrer ainda mais do que eu já sofri, assim sofro tudo de uma vez por todas e um dia o sofrimento um dia irá acabar...
Porquê querer ir em frente? Não faz sentido: é melhor ir embora e deixar para trás uma lembrança qualquer, um lenço esquecido, uma camisola atirada em cima de uma cadeira, uma fotografia- qualquer coisa que passado muito tempo, olhando para ela possamos olhar e sorrir, mesmo sem saber porquê!
Eu prefiro viver a ilusão do quase, quando estou "quase" certa que ao desistir naquele momento vou levar comigo uma coisa bonita. Quando eu tenho "quase" certeza que insistir naquilo vai-me fazer sofrer, que insistir em alguma coisa ou alguém pode não terminar da melhor maneira, que pode não ser da maneira que eu queria que fosse, eu atiro tudo apara o ar, sem arrependimentos futuros! Eu prefiro viver com a incerteza de poder ter dado certo, que com a certeza de ter acabado em dor. Talvez loucura, medo, eu diria covardia, loucura quem sabe!
Amo-te e por isso vou-te deixar ir embora!

Rita Gavina

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

Torradas com Geleia

"Quando te fores embora, não faças barulho. Prefiro não saber, não te ouvir, não sentir ao olhar a tua sombra na parede e perceber que pode ser a última vez que a luz desenha o teu perfil aquilino, metade pássaro, metade imperador. Prefiro não saber que partes, porque ao menos assim, não choro a tua ausência, porque não me foi anunciada. E se não fizeres barulho e eu continuar adormecida, no dia seguinte vou imaginar que acordei em um outro lugar, que entrei numa dimensão desconhecida, que mudei de nome e de coração e que, como nunca te conheci, não posso chorar a tua perda.
Prefiro que partas de noite, quando os espíritos inconformados e sem pátria descem à terra à procura de uma alma distraída, porque assim não te vejo a olhar para a cama, a parar os ponteiros do relógio para guardares para sempre na tua memória o nosso último momento.
Sempre imaginei que partirias assim, e quanto mais me dizes que me amas e que sou a mulher da tua vida, mais me convenço que estou certa e que pode ser isso mesmo, um dia te podes levantar da cama, a meio da noite, fugindo para sempre do teu ninho, só porque tens medo de nunca mais o conseguir abandonar.
Disse-me outro dia um amigo, sábio nos mistérios dos corações dos homens, que os homens têm medo das mulheres que amam. E têm medo que elas os traiam. E têm medo de ser felizes ao lado delas. E que a culpa manda no medo, manda na vontade, manda acima do desejo e do sonho, que a culpa é que decide e sabe e marca todos os passos.
Se voltar à terra, numa outra vida, talvez Deus me faça homem em vez de mulher e então pode ser que perceba esse medo tão estranho e absurdo que os homens parecem ter das mulheres. Talvez perceba porque é que tantos desistem daquela mulher mesmo sabendo que é aquela a que eles mais amam e exactamente por isso mesmo a deixam. Talvez entenda porque se afastam dos filhos quando são ainda pequenos, porque rejeitam as mães que sempre os protegeram, porque preferem a guerra, o poder, o cheiro das armas e da luta à doçura de um serão à lareira com chá de cidreira e torradas com geleia.
Se Deus me fizer um dia homem, talvez entenda a culpa, o peso da honra, o esforço das lágrimas invisíveis, o torpor surdo depois de um murro no estômago e outras coisas de rapazes, como as praxes, as partidas, as jantaradas de grupo e as despedidas de solteiro.
Mas enquanto isso não acontece, deixa-me dormir com a porta do quarto aberta, porque é por te amar tanto que aceito que m dia poderás partir e acredita que se o fizeres, posso até aceitar, mesmo que nunca te entenda.
É que o amor é mesmo assim, saber aceitar é o seu primeiro segredo. E os outros vêm a seguir."

Margarida Rebelo Pinto